{"id":6254,"date":"2024-09-12T18:18:32","date_gmt":"2024-09-12T16:18:32","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6254"},"modified":"2024-10-07T11:41:58","modified_gmt":"2024-10-07T09:41:58","slug":"partos-nas-senzalas-nascimentos-e-cultura-afrodescendente-entre-mulheres-centro-africanas-e-descendentes-escravizadas-no-sudeste-cafeeiro-1830-1888","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/partos-nas-senzalas-nascimentos-e-cultura-afrodescendente-entre-mulheres-centro-africanas-e-descendentes-escravizadas-no-sudeste-cafeeiro-1830-1888\/","title":{"rendered":"Partos nas senzalas: nascimentos e cultura afrodescendente entre mulheres centro-africanas e descendentes escravizadas no Sudeste cafeeiro (1830-1888)"},"content":{"rendered":"<p>A partir de relatos de viajantes, de obras de memorialistas, de manuais de fazendeiros e de textos de autoria de m\u00e9dicos, o objetivo desta comunica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 delinear as viv\u00eancias do parto entre mulheres africanas e suas descendentes, nas fazendas cafeeiras do Sudeste brasileiro ao longo do s\u00e9culo XIX. Assim como as mulheres escravizadas nas propriedades rurais para exporta\u00e7\u00e3o no Caribe e no sul dos Estados Unidos, nas fazendas cafeeiras do Vale do Para\u00edba e do Oeste Paulista, no Sudeste brasileiro, mulheres africanas, embarcadas majoritariamente nos portos congo-angolanos, e suas descendentes, enfrentaram a gravidez, o parto, a amamenta\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de suas filhas e filhos em meio \u00e0s adversidades de um cotidiano marcado pelas viol\u00eancias da escravid\u00e3o e pelas sobrecargas do trabalho nas lavouras para exporta\u00e7\u00e3o e nas resid\u00eancias senhoriais. Nas m\u00e9dias e grandes fazendas cafeeiras, que reuniam entre 40 a mais de 200 pessoas cativas, mulheres centro-africanas e suas descendentes viveram o processo de nascimento de suas filhas e filhos nas senzalas, moradias dos escravizados, sob a assist\u00eancia de parteiras de suas comunidades. Nesta comunica\u00e7\u00e3o, enfocaremos os conhecimentos e vis\u00f5es de mundo que conformaram as pr\u00e1ticas nos partos entre africanas e descendentes nas fazendas, e os confrontos com a paulatina entrada dos m\u00e9dicos na cena dos nascimentos ao longo do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n","protected":false},"author":997,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6254","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/997"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6254\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6255,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6254\/revisions\/6255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}