{"id":6552,"date":"2024-09-29T15:09:49","date_gmt":"2024-09-29T13:09:49","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6552"},"modified":"2024-10-07T11:41:58","modified_gmt":"2024-10-07T09:41:58","slug":"em-torno-da-escravidao-e-da-liberdade-no-mocambique-colonial-contextos-praticas-e-limites","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/em-torno-da-escravidao-e-da-liberdade-no-mocambique-colonial-contextos-praticas-e-limites\/","title":{"rendered":"Em torno da escravid\u00e3o e da liberdade no Mo\u00e7ambique colonial: contextos, pr\u00e1ticas e limites"},"content":{"rendered":"<p>Na col\u00f3nia portuguesa de Mo\u00e7ambique, que se estendia por locais litor\u00e2neos e pelo vale do rio Zambeze na \u00c1frica Oriental, o trabalho dos escravizados era fundamental para sustentar a economia, assegurar o funcionamento dom\u00e9stico e afirmar o estatuto social dos senhores, assim como para defender militarmente a ordem imperial face a resist\u00eancias internas e amea\u00e7as dos poderes africanos vizinhos. A escraviza\u00e7\u00e3o de milhares de pessoas estava embebida em pr\u00e1ticas locais de depend\u00eancia e clientelismo, as quais sofreram novas configura\u00e7\u00f5es no contexto colonial. Formas mais europeizadas de escraviza\u00e7\u00e3o coexistiam com pr\u00e1ticas africanas, consoante a capacidade de negocia\u00e7\u00e3o dos escravizados e dos senhores, a qual variava ao longo do territ\u00f3rio sob dom\u00ednio portugu\u00eas. Antes da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no imp\u00e9rio portugu\u00eas, em 1869, a possibilidade de os escravizados mudarem o seu estatuto para livres dependia da sua capacidade de acordarem com os senhores a manumiss\u00e3o, um mecanismo admitido pelo regime normativo portugu\u00eas. Enquanto essa foi uma pr\u00e1tica adoptada em todas as col\u00f3nias portugueses, e em geral nos imp\u00e9rios europeus, em Mo\u00e7ambique, a manumiss\u00e3o teve uma express\u00e3o limitada. <br \/>\nEsta comunica\u00e7\u00e3o explora os significados da escraviza\u00e7\u00e3o e da alforria na col\u00f3nia portuguesa de Mo\u00e7ambique, tendo como base fontes do arquivo colonial. Em primeiro lugar, analisa as rela\u00e7\u00f5es entre senhores e escravizados, tendo em conta as pr\u00e1ticas de escraviza\u00e7\u00e3o prevalecentes no territ\u00f3rio, assim como o perfil dos escravizadores e dos escravizados. Em segundo lugar, busca entender as pr\u00e1ticas de alforria e avaliar o impacto e os significados da liberdade, considerando os percursos dos antigos escravizados enquanto pessoas livres no contexto social da \u00c1frica Oriental.<\/p>\n","protected":false},"author":1324,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6552","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1324"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6553,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6552\/revisions\/6553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}