{"id":6735,"date":"2024-09-30T19:12:37","date_gmt":"2024-09-30T17:12:37","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6735"},"modified":"2024-10-09T21:30:17","modified_gmt":"2024-10-09T19:30:17","slug":"a-cidade-de-luanda-uma-viagem-urbana-e-descolonial-na-obra-de-manuel-rui","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/a-cidade-de-luanda-uma-viagem-urbana-e-descolonial-na-obra-de-manuel-rui\/","title":{"rendered":"A cidade de Luanda: uma viagem urbana e descolonial, na obra de Manuel Rui"},"content":{"rendered":"<p>Manuel Rui (n.1941) escreve sobre Luanda desde 1973, ainda Angola se encontrava na era colonial. Desde 1975, data da independ\u00eancia do Pa\u00eds, atrav\u00e9s do registo da sua escrita, com mais de quarenta obras publicadas, perpassa uma vis\u00e3o refundadora e afirmativa das tradi\u00e7\u00f5es nacionais e das culturas urbanas dos luandenses e de toda uma complexa rela\u00e7\u00e3o entre eles. A fundamenta\u00e7\u00e3o dos valores e h\u00e1bitos locais e as transforma\u00e7\u00f5es s\u00f3cio urbanas e pol\u00edticas s\u00e3o-nos apresentadas sob o signo do anticolonial, numa primeira fase, da afirma\u00e7\u00e3o independentista e nacionalista, numa segunda fase e, finalmente, numa perspetiva descolonial e universalizante, em que reinterpreta a hist\u00f3ria do colonialismo e desenvolve uma viagem descolonial atl\u00e2ntica e diasp\u00f3rica angolana.<br \/>\nTrata-se de um autor da maior relev\u00e2ncia pela sua introspe\u00e7\u00e3o anal\u00edtica sobre as vis\u00f5es v\u00e1rias do mundo dos angolanos e sobretudo dos que vivem na capital, Luanda, e do modo como, tendo-se apropriado dalguma \u201cheran\u00e7a\u201d colonial, transculturaram os aportes hist\u00f3rico-culturais de tantas e d\u00edspares origens e os integraram numa nova perspectiva de descolonialidade e de universalidade, marcas de identidade africana das culturas urbanas dos angolanos.<br \/>\nSer\u00e3o analisados os principais romances e novelas urbanos e descoloniais, como Regresso Adiado (1973), Mem\u00f3ria de Mar (1980), Rioseco (1997), Quem me dera ser Onda (1998), Da Palma da M\u00e3o (1998), Saxofone e Met\u00e1fora (2001), Um anel na areia (2012), O manequim e o piano (2005), Est\u00f3rias de conversa (2007), Travessia por Imagem (2012), Quitandeiras e Avi\u00f5es (2013), A Tran\u00e7a (2013) e Kalunga (2018).<\/p>\n","protected":false},"author":1122,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6735","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1122"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6735\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6736,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6735\/revisions\/6736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}