{"id":6753,"date":"2024-09-30T21:05:28","date_gmt":"2024-09-30T19:05:28","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6753"},"modified":"2024-10-07T11:04:44","modified_gmt":"2024-10-07T09:04:44","slug":"campo-contracampo-do-arquivo-portugues-e-o-fora-de-campo-de-maldoror-ou-ingularidade-de-um-cinema-politico","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/campo-contracampo-do-arquivo-portugues-e-o-fora-de-campo-de-maldoror-ou-ingularidade-de-um-cinema-politico\/","title":{"rendered":"Campo, contracampo do arquivo portugu\u00eas e o fora de campo de Maldoror ( ou ingularidade de um cinema pol\u00edtico)"},"content":{"rendered":"<p>Nesta comunica\u00e7\u00e3o, caracterizo como, durante o Estado Novo (1933-1974), o colonialismo portugue\u0302s foi imaginado cinematograficamente pela propaganda da ditadura. Analiso sumariamente as representac\u0327o\u0303es impostas pelas actualidades e document\u00e1rios de propaganda feitos por iniciativa estatal \u2013 como e\u0301 que fixaram o proclamado \u201cmodo portugue\u0302s de estar no mundo\u201d \u2013 para, em contracampo, evidenciar olhares disruptivos em filmes proibidos \u2013 Catembe (Manuel Faria de Almeida, 1965) e Deixem-me ao menos Subir a\u0300s Palmeiras&#8230; (Joaquim Lopes Barbosa, 1972). Quando emerge o Novo Cinema, quais as evide\u0302ncias da (im)possibilidade de constituir imagin\u00e1rios contestat\u00e1rios do memorial fi\u0301lmico sedimentado pela propaganda? Se h\u00e1 temas e representac\u0327o\u0303es impostas e outras deixadas \u201cfora de campo\u201d pelo cinema de propaganda, de que modo \u00e9 que isso tamb\u00e9m determinou tamb\u00e9m o cinema censurado? N\u00e3o obstante, atrav\u00e9s de uma nova abordagem est\u00e9tica e sociol\u00f3gica, transversal ao Novo Cinema portugu\u00eas, terem ido emergindo v\u00e1rias disrupturas nos filmes proibidos, persistiram certos modos de representa\u00e7\u00e3o e de diferencia\u00e7\u00e3o social e de g\u00e9nero. Apesar das rupturas do Novo Cinema, quais as persist\u00eancias em termos de imagin\u00e1rio colonial? Entre as propostas de cinema descolonizador, integradas numa est\u00e9tica e \u00e9tica do Terceiro Cinema, que se afirmou tamb\u00e9m a partir da Confer\u00eancia Tricontinental que aconteceu em Havana, focarei os filmes e a po\u00e9tica de Sarah Maldoror, profundamente inspirada por Aim\u00e9 C\u00e9saire, para sublinhar continuidades que ditaram a sua invisibiliza\u00e7\u00e3o como realizadora mesmo ap\u00f3s as independ\u00eancias africanas.<\/p>\n","protected":false},"author":1387,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6753","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1387"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6754,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6753\/revisions\/6754"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}