{"id":6757,"date":"2024-09-30T21:36:27","date_gmt":"2024-09-30T19:36:27","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6757"},"modified":"2024-10-06T13:13:49","modified_gmt":"2024-10-06T11:13:49","slug":"afrodescendentes-afroportugueses-portugueses-negros-identidade-pertenca-ou-cidadania-tendencias-e-limites-de-uma-categoria-em-construcao","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/afrodescendentes-afroportugueses-portugueses-negros-identidade-pertenca-ou-cidadania-tendencias-e-limites-de-uma-categoria-em-construcao\/","title":{"rendered":"Afrodescendentes, afroportugueses, portugueses negros\u2026 Identidade, perten\u00e7a ou cidadania? Tend\u00eancias e limites de uma categoria em constru\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>Os termos afrodescend\u00eancia e afrodescendente ganham destaque como categorias que referenciam a perten\u00e7a ao mundo afrodiasp\u00f3rico contempor\u00e2neo no continente europeu e surgem associados a din\u00e2micas espec\u00edficas de sujeitos pol\u00edticos que exigem o reconhecimento dos efeitos sobre as identidades associadas \u00e0 Europa e seu passado colonial. Em Portugal, o termo afrodescendente tem maior circula\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico, por\u00e9m, sem correspond\u00eancia com um aprofundamento conceptual sistem\u00e1tico que apoie o debate mais amplo sobre a presen\u00e7a negra no pa\u00eds, as afrodi\u00e1sporas e a sociedade portuguesa contempor\u00e2nea. <br \/>\nEsta reflex\u00e3o incide sobre a sali\u00eancia atual da categoria identit\u00e1ria afrodescendente no espa\u00e7o p\u00fablico e acad\u00e9mico portugu\u00eas e as poss\u00edveis correspond\u00eancias com a emerg\u00eancia, de fato, de um novo coletivo que busca o seu estatuto na sociedade. Alguns achados de pesquisas recentes com artistas, ativistas e empreendedores culturais permitem interrogar se o uso indistinto do termo afrodescendente corresponde \u00e0 l\u00f3gica que pretende eleger uma categoria mais livre de discrimina\u00e7\u00e3o racial e evitar os termos negro ou preto. Ou se se trata, afinal, da consolida\u00e7\u00e3o de uma autoidentifica\u00e7\u00e3o que assinala a resist\u00eancia de um grupo historicamente discriminado, contra um alinhamento institucional que mant\u00e9m as estruturas que perpetuam o racismo e os seus modos de subjetiva\u00e7\u00e3o.  <br \/>\nSob o aparente consenso, por exemplo, as defini\u00e7\u00f5es que aproximam o afrodescendente ao imigrante permanente refor\u00e7am tanto a ideia de provisoriedade de uma exist\u00eancia pessoal e coletiva -forjadas, exclusivamente, em contexto portugu\u00eas- como o pressuposto da discrep\u00e2ncia entre tra\u00e7os africanos e perten\u00e7a europeia. Ao contr\u00e1rio, os jovens nascidos em Portugal utilizam o termo para descrever uma perten\u00e7a simultaneamente portuguesa e africana em que estas n\u00e3o se excluem mutuamente. As tend\u00eancias e limites da categoria ser\u00e3o compreendidas com o apoio dos debates no campo dos Black Studies e as posturas anal\u00edticas cr\u00edticas de Roger Brubaker aos estudos da identidade, etnia, ra\u00e7a e nacionalismo.<\/p>\n","protected":false},"author":1112,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[90],"class_list":["post-6757","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12-en"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6757","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1112"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6757\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6758,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6757\/revisions\/6758"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6757"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6757"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}