{"id":6793,"date":"2024-09-30T22:54:49","date_gmt":"2024-09-30T20:54:49","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6793"},"modified":"2024-11-28T12:35:27","modified_gmt":"2024-11-28T11:35:27","slug":"a-torna-viagem-dos-objectos-da-europa-a-africa-os-marfins-nos-seus-contextos-de-producao-e-uso-seculos-xv-xviii","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/a-torna-viagem-dos-objectos-da-europa-a-africa-os-marfins-nos-seus-contextos-de-producao-e-uso-seculos-xv-xviii\/","title":{"rendered":"A torna viagem dos objectos: da Europa \u00e0 \u00c1frica, os marfins nos seus contextos de produ\u00e7\u00e3o e uso, s\u00e9culos XV-XVIII"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]A arte africana em marfim conhecida na Europa a partir da sua circula\u00e7\u00e3o no Mundo Atl\u00e2ntico, a partir do s\u00e9culo XV, foi muito apreciada por aqueles que a consumiram em resultado de encomendas ou de ofertas diplom\u00e1ticas.  Em Lisboa, colheres e saleiros sapi (de entre as actuais regi\u00f5es do sul da Guin\u00e9-Bissau e Serra Leoa), ou do Benim, por exemplo, figuravam nos invent\u00e1rios das casa nobres ou das elites ligadas ao com\u00e9rcio atl\u00e2ntico. Os gabinetes de curiosidades da Europa integraram, desde cedo, marfins provenientes do litoral africano. Todavia, tratava-se de apenas uma parte da produ\u00e7\u00e3o local desses artefactos. A sa\u00edda desses objectos dos centros de produ\u00e7\u00e3o em \u00c1frica e a sua entrada nos acervos ocidentais, bem como  no seu uso quotidiano, foi  acompanhada por um distanciamento relativamente aos significados originais que tinham para os seus escultores africanos.  A redescoberta da arte africana em marfim no tempo colonial, se procurou identificar a pluralidade da sua proveni\u00eancia, n\u00e3o reconstituiu o sentido que os artefactos faziam para os seus autores. Pelo contr\u00e1rio, valorizou a inspira\u00e7\u00e3o europeia ou tomou por adquirida a iniciativa ex\u00f3gena da sua produ\u00e7\u00e3o.  Esta heran\u00e7a n\u00e3o foi de todo superada, sendo disso um sintoma a recorrente classifica\u00e7\u00e3o nas legendas dos museus de \u201cSapi-Portuguese\u201d, \u201cBini-Portuguese\u201d ou dos artefactos Kongo como \u201cAfro-Portuguese\u201d. A \u00eanfase excessiva na sua dimens\u00e3o relacional tem contribu\u00eddo para desviar as aten\u00e7\u00f5es dos contextos locais de produ\u00e7\u00e3o e uso.<br \/>\nEsta comunica\u00e7\u00e3o pretende recentrar-se nos contextos africanos de produ\u00e7\u00e3o e de consumo. Os marfins que podemos, de forma geral, classificar como Sapi e Kongo ser\u00e3o o alvo de aten\u00e7\u00e3o. A partir do cruzamento da an\u00e1lise dos objectos com uma releitura das fontes europeias coevas da sua produ\u00e7\u00e3o procura-se uma aproxima\u00e7\u00e3o aos mundos em que foram produzidos e em que tiveram uma fun\u00e7\u00e3o e significado.[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"author":1323,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"A arte africana em marfim conhecida na Europa a partir da sua circula\u00e7\u00e3o no Mundo Atl\u00e2ntico, a partir do s\u00e9culo XV, foi muito apreciada por aqueles que a consumiram em resultado de encomendas ou de ofertas diplom\u00e1ticas.  Em Lisboa, colheres e saleiros sapi (de entre as actuais regi\u00f5es do sul da Guin\u00e9-Bissau e Serra Leoa), ou do Benim, por exemplo, figuravam nos invent\u00e1rios das casa nobres ou das elites ligadas ao com\u00e9rcio atl\u00e2ntico. 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