{"id":6803,"date":"2024-09-30T23:41:46","date_gmt":"2024-09-30T21:41:46","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6803"},"modified":"2024-10-09T21:30:17","modified_gmt":"2024-10-09T19:30:17","slug":"a-corporeidade-de-luanda-em-essa-dama-bate-bue","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/a-corporeidade-de-luanda-em-essa-dama-bate-bue\/","title":{"rendered":"A corporeidade de Luanda em Essa Dama Bate Bu\u00e9!"},"content":{"rendered":"<p>Em Essa Dama Bate Bu\u00e9! (2018), de Yara Nakahanda Monteiro, Luanda \u00e9 apresentada a partir da perspetiva da protagonista e narradora principal, Vit\u00f3ria, e, por alguns momentos, do ponto de vista de outros personagens, pela maioria mulheres. Vit\u00f3ria, nascida em Angola mas crescida em Portugal, decide regressar ao seu pa\u00eds natal para procurar a sua m\u00e3e Rosa, uma ex-combatente da luta armada. Ao conhecer Luanda e os seus habitantes, Vit\u00f3ria encontra uma cidade viva, repleta de sons e barulhos por\u00e9m ca\u00f3tica e contradit\u00f3ria. A Luanda retratada no romance \u00e9 o fruto do p\u00f3s-guerra civil, uma cidade ainda marcada pela desigualdade social, um lugar no qual a popula\u00e7\u00e3o, em particular as mulheres e, sobretudo, as mulheres das classes sociais mais pobres, continuam a sofrer. Dist\u00e2ncias e m\u00faltiplas barreiras separam diferentes \u00e1reas da cidade e as pessoas que nelas habitam, enquanto sons, barulhos e vozes propagam-se pelo espa\u00e7o urbano, ultrapassando barreiras f\u00edsicas, rompendo sil\u00eancios e at\u00e9 impedindo o descanso. Ora, a narra\u00e7\u00e3o do romance resulta fortemente marcada pelo espa\u00e7o de Luanda, que longe de ser um mero pano de fundo, uma ambienta\u00e7\u00e3o, participa da atividade barulhenta da narra\u00e7\u00e3o. Corporizada no texto narrativo como uma outra personagem, a cidade junta-se \u00e0 intera\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica dos seus habitantes. Partindo da abordagem te\u00f3rica das Materialidades da Literatura, com um foco sobre a rela\u00e7\u00e3o entre espa\u00e7o urbano e texto narrativo, esta comunica\u00e7\u00e3o visa analisar a forma como o romance Essa Dama Bate Bu\u00e9! materializa Luanda enquanto outra personagem, um corpo textual que participa da fic\u00e7\u00e3o narrativa.<\/p>\n","protected":false},"author":1395,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6803","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1395"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6803\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6804,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6803\/revisions\/6804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}