{"id":6942,"date":"2024-10-09T12:43:27","date_gmt":"2024-10-09T10:43:27","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6942"},"modified":"2024-10-13T17:49:40","modified_gmt":"2024-10-13T15:49:40","slug":"o-exilio-forcado-das-mulheres-de-ngungunhane-rei-de-gaza-mocambique-na-ilha-de-sao-tome-1896-1911","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/comunicacion\/o-exilio-forcado-das-mulheres-de-ngungunhane-rei-de-gaza-mocambique-na-ilha-de-sao-tome-1896-1911\/","title":{"rendered":"O exilio for\u00e7ado das mulheres de Ngungunhane, rei de Gaza (Mo\u00e7ambique), na ilha de S\u00e3o Tom\u00e9 (1896-1911)"},"content":{"rendered":"<p>Em 28 dezembro de 1895 Ngungunhane (c.1850-1906), desde 1884 rei de Gaza, foi capturado na sua resid\u00eancia em Chaimite por tropas coloniais portuguesas chefiadas pelo oficial da cavalaria Mouzinho de Albuquerque (1855-1902). Em 13 de janeiro de 1896, Ngungunghane e a sua comitiva de catorze pessoas, entre as quais as suas sete mulheres Namatuco, Machacha, Patihina, Chl\u00e9zipe, Fussi, Muzamusse and Dabondi, foram deportados de barco para Lisboa onde chegaram a 13 de mar\u00e7o. At\u00e9 22 de junho todos os prisioneiros foram detidos no Forte Monsanto em Lisboa. No dia seguinte, Ngungunhane que se recusou de escolher entre as suas sete mulheres uma para o acompanhar para o ex\u00edlio, foi deportado junto com tr\u00eas companheiros para os A\u00e7ores, onde falecer\u00e1 em 1906. Separadas do seu marido, em 6 de julho, os portugueses deportaram as sete mulheres do Ngungunhane, tr\u00eas outras mulheres e o jovem cozinheiro para a ilha de S\u00e3o Tom\u00e9, a segunda di\u00e1spora africana do Atl\u00e2ntico. Naquela \u00e9poca as planta\u00e7\u00f5es da ilha eram destino de milhares de trabalhadores for\u00e7ados de Angola, Mo\u00e7ambique e Cabo Verde. Somente em agosto de 1911, cinco das mulheres, agora batizadas com nomes cat\u00f3licos, foram repatriadas para Gaza. As outras morreram em S\u00e3o Tom\u00e9. Esta comunica\u00e7\u00e3o pretende disponibilizar alguns dados e informa\u00e7\u00f5es sobre este tr\u00e1gico cap\u00edtulo pouco conhecido da hist\u00f3ria do Atl\u00e2ntico, na viragem do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX.<\/p>\n","protected":false},"author":1142,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6942","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6942","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1142"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6942\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6943,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6942\/revisions\/6943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6942"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6942"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}