{"id":4524,"date":"2024-06-27T15:38:39","date_gmt":"2024-06-27T13:38:39","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=4524"},"modified":"2024-10-07T11:37:26","modified_gmt":"2024-10-07T09:37:26","slug":"nacao-cultura-e-raca-o-quenia-e-o-festac77","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/comunicacion\/nacao-cultura-e-raca-o-quenia-e-o-festac77\/","title":{"rendered":"Na\u00e7\u00e3o, cultura e ra\u00e7a: o Qu\u00eania e o FESTAC\u201977"},"content":{"rendered":"<p>O Segundo Festival Mundial de Artes e Cultura Negras e Africanas (FESTAC\u201977) foi um festival cultural internacional de dimens\u00f5es ol\u00edmpicas, realizado em Lagos, na Nig\u00e9ria, de 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 1977, reunindo artistas e intelectuais de todos os pa\u00edses africanos independentes e de diversos espa\u00e7os da Di\u00e1spora nas Am\u00e9ricas e na Europa. Para muitos regimes africanos, o FESTAC\u201977 era uma oportunidade de demonstrar a vitalidade e a for\u00e7a de suas riquezas culturais, tanto em formas \u201ctradicionais\u201d quanto \u201cmodernas\u201d, para amplas audi\u00eancias de todas as partes da \u00c1frica e do resto do mundo, por meio de transmiss\u00f5es de TV via sat\u00e9lite, do r\u00e1dio e da cobertura da imprensa escrita. Inevitavelmente, o festival tamb\u00e9m evidenciava o contraste entre os resultados concretos das pol\u00edticas culturais promovidas pelos diferentes pa\u00edses africanos independentes, incentivando o debate p\u00fablico sobre essas pol\u00edticas, bem como sobre a natureza e o desenvolvimento da cultura nacional \u2013 debates esses que se entrela\u00e7avam a quest\u00f5es mais abrangentes sobre a condu\u00e7\u00e3o e os rumos do Estado no p\u00f3s-independ\u00eancia. Esta comunica\u00e7\u00e3o apresenta os resultados preliminares de uma pesquisa acerca da cobertura da imprensa escrita queniana sobre o FESTAC\u201977. Com base em mat\u00e9rias publicadas nos di\u00e1rios The Nation e The Standard e no seman\u00e1rio The Weekly Review entre 1976 e 1978, procuro esbo\u00e7ar as posi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas conflitantes que atravessaram a participa\u00e7\u00e3o do Qu\u00eania no festival, incluindo a crise em torno dos \u201cexpatriados\u201d e a luta para \u201cafricanizar\u201d as institui\u00e7\u00f5es nacionais nos campos da cultura e da educa\u00e7\u00e3o superior, a dire\u00e7\u00e3o geral da pol\u00edtica cultural, o estabelecimento de uma narrativa nacional can\u00f4nica sobre a luta de liberta\u00e7\u00e3o, e os esfor\u00e7os para colocar as promessas n\u00e3o cumpridas da independ\u00eancia no centro do debate p\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"author":950,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-4524","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/4524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/950"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/4524\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4525,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/4524\/revisions\/4525"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=4524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}