{"id":6054,"date":"2024-09-05T21:49:55","date_gmt":"2024-09-05T19:49:55","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6054"},"modified":"2024-10-07T11:41:56","modified_gmt":"2024-10-07T09:41:56","slug":"a-cor-da-beleza-pigmentocracias-privilegio-e-praticas-esteticas-em-portugal","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/comunicacion\/a-cor-da-beleza-pigmentocracias-privilegio-e-praticas-esteticas-em-portugal\/","title":{"rendered":"A cor da beleza: pigmentocracias, privil\u00e9gio e pr\u00e1ticas est\u00e9ticas em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Baseada no trabalho de campo que realizei com pessoas que se identificam como mulheres negras em Portugal ao longo dos \u00faltimos cinco anos, esta apresenta\u00e7\u00e3o explora rituais cosm\u00e9ticos e gestos est\u00e9ticos como pr\u00e1ticas performativas que possibilitam a renegocia\u00e7\u00e3o da subjetividade e da corporeidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s normas raciais e de g\u00e9nero, desafiando o binarismo racial \u2018preto-branco\u2019. Inspirada pelas teorias de Shirley Anne Tate, irei evidenciar como os rituais de beleza das mulheres afrodescendentes podem ser compreendidos como processos criativos de adapta\u00e7\u00e3o aos circuitos locais e globais de representa\u00e7\u00e3o, assim como estrat\u00e9gias de resist\u00eancia \u00e0s m\u00faltiplas formas de opress\u00e3o e exclus\u00e3o.<br \/>\nAo apresentar as narrativas coletadas no trabalho de campo, irei discutir como as pr\u00e1ticas de beleza n\u00e3o apenas envolvem quest\u00f5es de gosto e estilo, mas tamb\u00e9m se inserem em pol\u00edticas de representa\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00f5es de poder mais amplas. Essas pr\u00e1ticas s\u00e3o profundamente atravessadas por din\u00e2micas de classe, g\u00e9nero, idade e ra\u00e7a, revelando a complexidade das escolhas est\u00e9ticas dessas mulheres.<br \/>\nEste texto contribui para os estudos sobre afrodescend\u00eancia, g\u00e9nero e est\u00e9tica ao problematizar a constru\u00e7\u00e3o da beleza negra como um gesto de resist\u00eancia e reinven\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. Prop\u00f5e-se a \u2018descolonizar\u2019, \u2018depatologizar\u2019 e \u2018despsicologizar\u2019 essas pr\u00e1ticas de beleza, alinhando-se \u00e0s discuss\u00f5es contempor\u00e2neas sobre subjetividade, ra\u00e7a e g\u00e9nero, e ampliando a compreens\u00e3o das maneiras como as mulheres negras reconfiguram suas identidades e seus corpos dentro de contextos p\u00f3s-coloniais e racializados.<\/p>\n","protected":false},"author":1156,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6054","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1156"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6055,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6054\/revisions\/6055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}