{"id":6845,"date":"2024-10-01T06:08:48","date_gmt":"2024-10-01T04:08:48","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=6845"},"modified":"2024-10-07T08:27:27","modified_gmt":"2024-10-07T06:27:27","slug":"patrimonializacao-de-praticas-corporais-no-brasil-leituras-de-africa-e-discursos-sobre-autenticidade","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/comunicacion\/patrimonializacao-de-praticas-corporais-no-brasil-leituras-de-africa-e-discursos-sobre-autenticidade\/","title":{"rendered":"Patrimonializa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas corporais no Brasil: leituras de \u201c\u00c1frica\u201d e discursos sobre autenticidade"},"content":{"rendered":"<p>Este trabalho se prop\u00f5e a analisar as representa\u00e7\u00f5es de \u201c\u00c1frica\u201d presentes em processos de patrimonializa\u00e7\u00e3o no Brasil de pr\u00e1ticas corporais afro-brasileiras. Maior \u00eanfase ser\u00e1 dada aos processos de Registro do \u201cJongo no Sudeste\u201d, do \u201cTambor de Crioula do Maranh\u00e3o\u201d e do duplo reconhecimento da Capoeira (\u201cOf\u00edcio dos Mestres\u201d e \u201cRoda\u201d). Estas tr\u00eas pr\u00e1ticas foram patrimonializados em n\u00edvel federal em 2005; 2007 e 2008, segundo ordem na qual foram citados anteriormente. Nos tr\u00eas casos, percebemos discuss\u00f5es sobre uma s\u00e9rie de quest\u00f5es sobre express\u00f5es, t\u00e9cnicas de uso do corpo entre ritual, performance, dan\u00e7a e, no caso da Capoeira, esporte. Al\u00e9m disso, nota-se debates sobre as origens africanas destes bens culturais gerando conflitos entre vers\u00f5es sobre africanidades. Ainda, em alguns casos, apresentaram questionamentos sobre a partir de qual categoria essas express\u00f5es deveriam ser reconhecidas como patrim\u00f4nio, afro-brasileiras ou brasileiras. Essa tentativa de refor\u00e7ar as origens e vincula\u00e7\u00f5es da Capoeira, do Tambor de Crioula e do Jongo com percep\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do continente africano, em certa medida, o simplifica, deixando de lado a diversidade cultural presente na regi\u00e3o. Nesse sentido, buscamos pensar como s\u00e3o elaboradas discursivamente percep\u00e7\u00f5es sobre \u00c1frica no processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o destes bens, bem como nos desdobramentos desta a\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m dessa quest\u00e3o, nesses processos existe uma s\u00e9rie de disputas e, tamb\u00e9m nessa busca por uma ancestralidade e raiz africanas n\u00e3o h\u00e1 consenso, levando a um conjunto de conforma\u00e7\u00f5es narrativas distintas com o objetivo de justificativa para as patrimonializa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1229,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-6845","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6845","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1229"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6846,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/6845\/revisions\/6846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=6845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}