{"id":8476,"date":"2024-12-11T13:57:52","date_gmt":"2024-12-11T12:57:52","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=comunicacion&#038;p=8476"},"modified":"2024-12-12T22:39:21","modified_gmt":"2024-12-12T21:39:21","slug":"15-de-marco-1961-um-dia-para-nao-esquecer-2","status":"publish","type":"comunicacion","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/comunicacion\/15-de-marco-1961-um-dia-para-nao-esquecer-2\/","title":{"rendered":"15 de mar\u00e7o 1961: um dia para n\u00e3o esquecer"},"content":{"rendered":"<p>O dia 15 de mar\u00e7o de 1961 foi um dos mais violentos da hist\u00f3ria de Africa. Nesse dia, \u00e0s 6 da manh\u00e3, come\u00e7ava a revolta cautelosamente preparada desde o exilio pela UPA (Uni\u00e3o dos Povos de Angola\/Union des Peuples d\u2019Angola) contra a ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa na col\u00f3nia, revolta particularmente violenta no Norte, perto da fronteira com a jovem Rep\u00fablica do Congo. Muitos fazendeiros foram atacados e assassinados em simult\u00e2neo em v\u00e1rias partes do pa\u00eds, com machetes e armas de fogo muito rudimentares, pela JUPA, a tem\u00edvel \u201cjeunesse\u201d da UPA. A a\u00e7\u00e3o teve uma resposta repressiva brutal por parte dos portugueses. Era o in\u00edcio da luta de liberta\u00e7\u00e3o\/guerra anticolonial que ia durar 13 anos. Em 1962, a UPA, transformada em FNLA, criou um ex\u00e9rcito (ELNA) com uma base militar na Rep\u00fablica do Congo e o apoio de ex\u00e9rcitos de v\u00e1rios pa\u00edses (entre os quais a Tun\u00edsia e a Arg\u00e9lia). A viol\u00eancia explodiu e ramificou-se. Com a declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia em 1975 pelo partido MPLA (ideologicamente inimigo do FNLA), que se manteve no poder at\u00e9 hoje, a mem\u00f3ria da UPA-FNLA, do seu ex\u00e9rcito e do seu papel na independ\u00eancia foi apagada. O dia 15 de mar\u00e7o nem aparece em algumas historiografias oficiais, o que representa uma forma de viol\u00eancia estrutural por parte dos dirigentes contra uma grande parte do povo angolano. Nesta comunica\u00e7\u00e3o queremos salientar o papel dos atores e atoras que fizeram parte do 15 de mar\u00e7o atrav\u00e9s de uma arqueologia da viol\u00eancia que se remontara \u00e0s primeiras revoltas anticoloniais de 1913 e suas brutais repress\u00f5es, mostrando continuidades entre a viol\u00eancia colonial e a atual repress\u00e3o das memorias do evento.<\/p>\n","protected":false},"author":1022,"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_et_pb_use_builder":"","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"ciea":[87],"class_list":["post-8476","comunicacion","type-comunicacion","status-publish","hentry","ciea-ciea12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/8476","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/types\/comunicacion"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1022"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/8476\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8477,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/comunicacion\/8476\/revisions\/8477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"ciea","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/fr\/wp-json\/wp\/v2\/ciea?post=8476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}