{"id":2629,"date":"2024-06-12T20:19:11","date_gmt":"2024-06-12T18:19:11","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/?post_type=panel&#038;p=2629"},"modified":"2024-08-09T14:45:29","modified_gmt":"2024-08-09T12:45:29","slug":"a-autocritica-da-decolonialidade-desafios-limitacoes-e-perspectivas","status":"publish","type":"panel","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/paineis\/a-autocritica-da-decolonialidade-desafios-limitacoes-e-perspectivas\/","title":{"rendered":"20. A autocr\u00edtica da decolonialidade: desafios, limita\u00e7\u00f5es e perspectivas"},"content":{"rendered":"<p>Este painel se prop\u00f5e a discutir o conceito de decolonialidade e suas implica\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas levando em conta sua relev\u00e2ncia no contexto atual de globaliza\u00e7\u00e3o e neocolonialismo. Reconhecemos a contribui\u00e7\u00e3o valiosa da decolonialidade para a promo\u00e7\u00e3o da diversidade e o enfrentamento das heran\u00e7as coloniais ainda pujantes nas institui\u00e7\u00f5es ocidentais. No entanto, tamb\u00e9m reconhecemos a necessidade de uma an\u00e1lise cuidadosa das limita\u00e7\u00f5es dessa abordagem e das eventuais despotencialidades que temos encontrado no caminho. Com base em revis\u00e3o cr\u00edtica da literatura, compartilhamento de processos e resultados de pesquisa, e relatos de experi\u00eancias vivenciadas na \u00e1rea, abordaremos as diversas perspectivas sobre os impactos deste conceito nas sociedades e institui\u00e7\u00f5es africanas e como estas, por sua vez, t\u00eam impactado todo o planeta.<\/p>\n<p>Nosso objetivo \u00e9 promover um di\u00e1logo aberto e inclusivo, que reconhe\u00e7a tanto os avan\u00e7os quanto as dificuldades na aplica\u00e7\u00e3o da ideia de decolonialidade. Atrav\u00e9s de uma abordagem colaborativa e respeitosa, esperamos identificar caminhos para uma implementa\u00e7\u00e3o ainda mais eficaz e respons\u00e1vel da decolonialidade na pr\u00e1tica acad\u00eamica. Deste modo, buscamos contribuir para um entendimento mais profundo e mais complexificado das din\u00e2micas de poder e dos diversos vetores humanos dos diferentes elementos da engrenagem social que influenciam e s\u00e3o mutuamente influenciados pelas distintas perspectivas de descoloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 ainda muito cedo para pensarmos em uma autocr\u00edtica da decolonialidade? Seria j\u00e1 muito tarde? Como avaliamos as conquistas dos movimentos decoloniais dentro da academia? Quais s\u00e3o os impactos da decolonialidade acad\u00eamica na sociedade? Como podemos aferir a efic\u00e1cia deste processo de descoloniza\u00e7\u00e3o? A efici\u00eancia e velocidade da descoloniza\u00e7\u00e3o acompanha a intensidade e perversidade dos mecanismos de manuten\u00e7\u00e3o e sofistica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o neocolonial? Como aferir a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7a entre esses dois vetores (decolonialidade versus neocolonialismo)? Como vencer as dificuldades e limita\u00e7\u00f5es da decolonialidade frente ao cen\u00e1rio estarrecedor de absoluta insustentabilidade global (mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, guerras, crises migrat\u00f3rias, limpeza \u00e9tnica, etc.)? Dentre todas estas reflex\u00f5es, quais particularidades competem \u00e0 \u00c1frica em rela\u00e7\u00e3o aos demais territ\u00f3rios afetados pelos mesmos problemas?<\/p>\n<p>Pesquisador@s dispostos a responder algumas destas quest\u00f5es e outras reflex\u00f5es desdobradas delas est\u00e3o convidad@s a apresentar seus relatos, pontos de vista e reflex\u00f5es neste painel. Para a inscri\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 requisitos pr\u00e9-estabelecidos de disciplina, linha de pesquisa, grau acad\u00eamico nem tempo de experi\u00eancia. A proposta \u00e9 justamente organizar o di\u00e1logo mais plural e frut\u00edfero poss\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa proposta de painel para o XII Congresso Ib\u00e9rico de Estudos Africanos busca fomentar uma discuss\u00e3o construtiva sobre as complexifica\u00e7\u00f5es do conceito de decolonialidade, em especial o seu uso hist\u00f3rico, suas implica\u00e7\u00f5es pragm\u00e1ticas e a avalia\u00e7\u00e3o retrospectiva dos resultados da sua aplica\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito acad\u00eamico nos anos mais recentes. J\u00e1 nos escritos de Frantz Fanon durante a d\u00e9cada de 1950, nota-se a recorr\u00eancia de uma postura reticente frente \u00e0 ideia de \u201cdecolonialidade\u201d, naquele momento fundada sob o argumento de que a descoloniza\u00e7\u00e3o deveria ser um processo longo e gradual, em contra-proposta \u00e0 demanda das lutas de independ\u00eancia &#8211; especialmente \u00e0s lutas armadas &#8211; que exigiam uma quebra absoluta e imediata das rela\u00e7\u00f5es coloniais. De l\u00e1 para c\u00e1, o conceito de decolonialidade conseguiu bastante tra\u00e7\u00e3o dentro dos ambientes acad\u00eamicos, sobretudo ap\u00f3s a Confer\u00eancia de Durban e subsequente homologa\u00e7\u00e3o da D\u00e9cada do Afrodescendente da ONU. Este painel re\u00fane pesquisador@s que t\u00eam se empenhado sobre as quest\u00f5es da decolonialidade para debaterem de forma construtiva e autocr\u00edtica acerca dos desafios enfrentados at\u00e9 aqui, as vit\u00f3rias, as limita\u00e7\u00f5es e os prospectos daqui em diante.<\/p>\n","protected":false},"author":74,"featured_media":2630,"template":"","congreso":[92],"class_list":["post-2629","panel","type-panel","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","congreso-ciea12-pt-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/2629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/panel"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/74"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/2629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5539,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/2629\/revisions\/5539"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"congreso","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/congreso?post=2629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}