{"id":3160,"date":"2024-06-12T20:37:36","date_gmt":"2024-06-12T18:37:36","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/panel\/estudos-africanos-e-diasporas-os-casos-da-espanha-negra-e-da-afro-iberia\/"},"modified":"2024-08-09T16:52:09","modified_gmt":"2024-08-09T14:52:09","slug":"estudos-africanos-e-diasporas-os-casos-da-espanha-negra-e-da-afro-iberia","status":"publish","type":"panel","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/paineis\/estudos-africanos-e-diasporas-os-casos-da-espanha-negra-e-da-afro-iberia\/","title":{"rendered":"1. Estudos Africanos e Di\u00e1sporas. Os casos da Espanha Negra e da Afro-Ib\u00e9ria"},"content":{"rendered":"\n<p><br\/>Delimita\u00e7\u00e3o do tema e enquadramento te\u00f3rico A necessidade de aproximar a hist\u00f3ria euro-africana e afro-europeia das experi\u00eancias diasp\u00f3ricas africanas na Europa e, especificamente, na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica \u00e9 muito premente.\nRecorde-se, por um lado, que este espa\u00e7o foi destino migrat\u00f3rio de uma popula\u00e7\u00e3o oriunda do continente africano, sobretudo a partir do segundo quartel do s\u00e9culo XX, e excecionalmente a partir de 1880, e que, por outro lado, o colonialismo foi o fator determinante que facilitou a chegada de africanos e norte-africanos a Espanha e a Portugal, bem como o quadro sociopol\u00edtico que condicionou a sua visibilidade e integra\u00e7\u00e3o nas metr\u00f3poles.<br\/>Este painel baseia-se no pensamento p\u00f3s-colonial e na teoria descolonial, que oferecem uma oportunidade clara para recuperar e tornar vis\u00edveis vozes historicamente subalternizadas.  O nosso objetivo \u00e9 promover a emerg\u00eancia de uma nova geografia afro-ib\u00e9rico-africana e ibero-africana que permita a desracializa\u00e7\u00e3o das narrativas europeias que historicamente ignoraram a sua pr\u00f3pria diversidade, dando prioridade \u00e0 procura de mem\u00f3rias que permitam p\u00f4r em circula\u00e7\u00e3o novas hist\u00f3rias e herst\u00f3rias.<br\/>Da mesma forma, a nossa proposta tamb\u00e9m se interessa pela combina\u00e7\u00e3o original de metodologias da antropologia e da hist\u00f3ria para contrastar, contrapor ou reivindicar documentos e\/ou arquivos alternativos capazes de refletir as experi\u00eancias dos colectivos que foram objeto de coloniza\u00e7\u00e3o.<br\/><br\/>Breve estado da quest\u00e3o Alguns tra\u00e7os africanos e magrebinos podem ser rastreados e documentados em Espanha e Portugal (Falconi 2016, Garc\u00eda 2018, Buettner 2020, Aixel\u00e0-Cabr\u00e9 2022, Garrido-Castellano e Leit\u00e3o 2022) para desenhar o mosaico afro-hisp\u00e2nico e afro-portugu\u00eas, bem como outros casos muito interessantes como o afro-catal\u00e3o e o afro-magrebino (Moreras 2017, 2024; Aixel\u00e0-Cabr\u00e9 2020; Bayo 2021; Aixel\u00e0-Cabr\u00e9 2024a, 20024b; Falconi 2024; Garc\u00eda 2024; Moreras 2024; P\u00e9rsanch 2024; Raposo e Garrido-Castellanos 2024; Grau-Rebollo, Garc\u00eda e Garc\u00eda 2024, Rizo 2024). Estas tarefas s\u00e3o essenciais para enriquecer a hist\u00f3ria africana e magrebina das culturas ib\u00e9ricas (Resina 2009, Cervell\u00f3 1999, Stucki 2019), pois \u00e9 atrav\u00e9s da hist\u00f3ria partilhada que podemos combater os racismos que continuam a circular (Cl\u00faa 2011, Mart\u00edn D\u00edaz e Cuberos 2022) e que s\u00e3o constru\u00eddos a partir da alteridade colonial (Mbembe 2001, Walsh 2018) que subalternizou as popula\u00e7\u00f5es africanas (Prakash 1994). <br\/>O estudo dos vest\u00edgios e legados africanos \u00e9 ainda um tema pendente que pretendemos inverter. Esta atividade insere-se no projeto de I+D+i &#8220;Africanos, magrebies y latinos (1808-1975). Negritude, resist\u00eancias e desracializa\u00e7\u00e3o das elites&#8221; (BLACKSPAIN) (PID2022-138689NB-I00), financiado por MCIN\/ AEI\/10.13039\/501100011033\/ e &#8220;FEDER Uma forma de fazer Europa&#8221; (PI: Y. Aixel\u00e0-Cabr\u00e9).<br\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O objetivo deste painel \u00e9 centrar-se em estudos de caso europeus centrados na Espanha Negra, Portugal Negro e Afro-Ib\u00e9ria, de acordo com as linhas promovidas pelos coordenadores em diferentes projectos. O interesse \u00e9 detetar e promover todos os tipos de estudos e an\u00e1lises que justifiquem a necessidade de construir hist\u00f3rias alternativas baseadas no estudo e na recupera\u00e7\u00e3o de vest\u00edgios africanos. Ser\u00e3o particularmente valorizadas as propostas de disciplinas como a Antropologia, a Hist\u00f3ria, a Sociologia, a Geografia, a Ci\u00eancia Pol\u00edtica, no \u00e2mbito dos Estudos Culturais e P\u00f3s-Decoloniais. O painel \u00e9 coordenado por Yolanda Aixel\u00e0-Cabr\u00e9 (FMI-CSIC) e Eduardo Costa Dias (ISCTE-IUL).<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":2569,"template":"","congreso":[92],"class_list":["post-3160","panel","type-panel","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","congreso-ciea12-pt-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/panel"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5532,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3160\/revisions\/5532"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2569"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"congreso","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/congreso?post=3160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}