{"id":3471,"date":"2024-06-12T19:51:10","date_gmt":"2024-06-12T17:51:10","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/panel\/africa-entre-o-declinio-e-o-progresso\/"},"modified":"2024-11-12T13:07:43","modified_gmt":"2024-11-12T12:07:43","slug":"africa-entre-o-declinio-e-o-progresso","status":"publish","type":"panel","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/paineis\/africa-entre-o-declinio-e-o-progresso\/","title":{"rendered":"54. Potencialidades e ambival\u00eancias da luta pelo desenvolvimento na \u00c1frica contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>O objetivo do painel \u00e9 promover, contribuir e analisar criticamente a configura\u00e7\u00e3o atual dos diferentes pa\u00edses africanos, que enfrentam, a partir das suas experi\u00eancias e realidades, desafios espec\u00edficos derivados da hist\u00f3ria comum do colonialismo cuja sombra se arrasta at\u00e9 ao presente, nomeadamente, as institui\u00e7\u00f5es e os mecanismos introduzidos, at\u00e9 \u00e0s mesmas l\u00f3gicas que acabam por se reproduzir em solo africano. No entanto, ap\u00f3s a independ\u00eancia, vale a pena perguntar, em primeiro lugar, at\u00e9 que ponto os Estados-na\u00e7\u00e3o conseguiram libertar-se do jugo colonial? Se n\u00e3o conseguiram, porqu\u00ea, e o que \u00e9 que isso significa para o continente africano no futuro? Identificar as continuidades do p\u00f3s-colonialismo, em que a descoloniza\u00e7\u00e3o total n\u00e3o foi alcan\u00e7ada ap\u00f3s a independ\u00eancia, bem como compreender de que forma est\u00e1 entrela\u00e7ada com a sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria hist\u00f3rica, torna-se essencial para um diagn\u00f3stico profundo e honesto das patologias e sequelas da experi\u00eancia colonial que enfraquecem e contribuem para o empobrecimento do rico continente africano. Neste sentido, como se pode ver no pensamento de Kwame Nkrumah, refer\u00eancia do pan-africanismo, a liberdade implica responsabilidade, fomentando, por um lado, no intelectual e no pol\u00edtico, um profundo sentido de dever c\u00edvico e, por outro, assumindo a responsabilidade que essa liberdade acarreta, incluindo as consequ\u00eancias de pensar e agir de acordo com ela, oferecendo assim aos povos africanos uma proposta e um instrumento dotados de uma carga verdadeiramente emancipadora. Toma forma a partir do particular, dentro do Estado-na\u00e7\u00e3o, e estende-se ao geral, ao continente como um todo. Este processo implica avan\u00e7ar e liderar o seu pr\u00f3prio desenvolvimento, que n\u00e3o \u00e9 apenas material. Por esta raz\u00e3o, \u00e9 igualmente importante dotar este di\u00e1logo de substantivos cr\u00edticos, o que, por sua vez, significa, para Santos, identificar adequadamente as aus\u00eancias e as novidades, entre outras, na esfera pol\u00edtica. Uma primeira abordagem tem origem no repensar de uma nova epistemologia ind\u00edgena e negro-africana. Um di\u00e1logo devidamente articulado em que haja uma compreens\u00e3o clara do que significa e implica proceder a partir da e para a descolonialidade, abrindo caminho para uma transforma\u00e7\u00e3o profunda em dire\u00e7\u00e3o a um futuro em que os africanos podem e devem decidir por si pr\u00f3prios. Como \u00e9 que esta configura\u00e7\u00e3o pode ter lugar sem um di\u00e1logo sincero e sem a devida considera\u00e7\u00e3o e sobriedade pelas exig\u00eancias que emergem dos diferentes cantos do continente? Este painel pretende criar este espa\u00e7o para confrontar, a partir da sua complexidade e ambival\u00eancias, este processo atrav\u00e9s do qual as rela\u00e7\u00f5es intersubjectivas entre subjectividades, cada uma dotada das suas pr\u00f3prias constru\u00e7\u00f5es do mundo, est\u00e3o a ser repensadas.           <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criado com o objetivo de unir as metodologias das disciplinas epistemol\u00f3gicas e hermen\u00eauticas, para que, do ponto de vista da exig\u00eancia das suas regras ou normas relevantes, qualquer investigador aut\u00f3nomo e independente possa interrogar a realidade africana.<br \/>\nSe a primeira, no seu desenvolvimento, poderia ser considerada como uma esp\u00e9cie de filosofia da ci\u00eancia ou das ci\u00eancias, a segunda, conservando o seu sentido etimol\u00f3gico primordial de &#8220;hermeneia&#8221;, tal como o cunhou o c\u00e9lebre estagirita, traz-nos a melhor interpreta\u00e7\u00e3o dos seus objectos. Ao tratar do continente africano, como dos restantes continentes, \u00e9 necess\u00e1rio evitar a pressa, a antecipa\u00e7\u00e3o ou o preconceito, a superficialidade, para descermos, como arque\u00f3logos, ao fundo das suas carater\u00edsticas essenciais.<\/p>\n","protected":false},"author":407,"featured_media":0,"template":"","congreso":[],"class_list":["post-3471","panel","type-panel","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/panel"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/407"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3471\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8272,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3471\/revisions\/8272"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"congreso","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/congreso?post=3471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}