{"id":3696,"date":"2024-06-12T20:17:59","date_gmt":"2024-06-12T18:17:59","guid":{"rendered":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/panel\/nomeacao-e-luta-pela-identidade-nos-feminismos-africanos\/"},"modified":"2024-08-09T14:59:13","modified_gmt":"2024-08-09T12:59:13","slug":"nomeacao-e-luta-pela-identidade-nos-feminismos-africanos","status":"publish","type":"panel","link":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/paineis\/nomeacao-e-luta-pela-identidade-nos-feminismos-africanos\/","title":{"rendered":"21. Nomea\u00e7\u00e3o e lutas pela identidade nos feminismos africanos"},"content":{"rendered":"<p>O estudo utilizar\u00e1 uma abordagem de investiga\u00e7\u00e3o qualitativa centrada em m\u00e9todos n\u00e3o reactivos. Isto significa que os dados ser\u00e3o recolhidos de forma a n\u00e3o envolverem uma intera\u00e7\u00e3o direta com os participantes, reduzindo assim o risco de influenciar as suas respostas. O estudo come\u00e7a por destacar o perfil das experi\u00eancias feministas africanas durante a era do protofeminismo. Identifica as pr\u00e1ticas e os ideais feministas que marcaram a hist\u00f3ria africana antes de o feminismo aparecer como um conceito formal. Na segunda fase, o estudo analisar\u00e1 o impacto do feminismo ocidental na conce\u00e7\u00e3o dos feminismos africanos e as reac\u00e7\u00f5es ao feminismo ocidental. Na terceira fase, o estudo centrar-se-\u00e1 nas tentativas de teoriza\u00e7\u00e3o do feminismo africano, com o objetivo de desenvolver conhecimentos feministas espec\u00edficos dos contextos africanos. Na quarta fase, o estudo demonstrar\u00e1 a interdepend\u00eancia entre os feminismos africanos e outras formas de feminismo em todo o mundo. O resultado pretendido \u00e9 proporcionar uma compreens\u00e3o abrangente da natureza do feminismo no contexto africano e o impacto dos valores locais e globais na sua forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Al\u00e9m disso, o estudo destacar\u00e1 os actores e activistas intervenientes, bem como os seus pap\u00e9is e os desafios que t\u00eam enfrentado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recorrendo \u00e0 an\u00e1lise documental e \u00e0 observa\u00e7\u00e3o, este estudo pretende evidenciar o contributo das vozes feministas africanas na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento e das experi\u00eancias do feminismo africano, em contraste com o feminismo ocidental global. O feminismo \u00e9 um conceito que suscita desconfian\u00e7a na maioria das culturas africanas, pois \u00e9 visto como evocando \u00f3dio contra os homens e, consequentemente, como sendo contra a maternidade e outros valores relacionados com a fam\u00edlia. No entanto, a experi\u00eancia mostra que as feministas e os ideais feministas existiam em contextos africanos mesmo antes do surgimento do feminismo ocidental. Al\u00e9m disso, as mulheres politicamente activas deixaram a sua marca em toda a hist\u00f3ria de \u00c1frica, desde o per\u00edodo pr\u00e9-colonial at\u00e9 \u00e0s lutas anticoloniais, aos movimentos de independ\u00eancia e \u00e0 expans\u00e3o do pan-africanismo. Por um lado, o estudo argumenta que a ideologia feminista no contexto africano est\u00e1 por vezes sujeita a mal-entendidos contenciosos e pobres. Por outro lado, o estudo estabelece que os feminismos existem em \u00c1frica e reflectem a diversidade dos contextos africanos. O estudo mostra que, nas eras p\u00f3s-colonial e descolonial africanas, os feminismos em \u00c1frica enfrentam desafios que se enra\u00edzam em contextos locais e globais. Por esta raz\u00e3o, os feminismos africanos n\u00e3o s\u00e3o constru\u00eddos no v\u00e1cuo; em vez disso, est\u00e3o inseridos noutros feminismos existentes em todo o mundo, incluindo o feminismo ocidental, os feminismos negros e do Sul, os feminismos pan-africanos e os feminismos populares. Em conclus\u00e3o, o estudo sublinha que os feminismos em \u00c1frica podem ser comparados com o feminismo ocidental, mas n\u00e3o devem ser avaliados apenas atrav\u00e9s da sua lente. Conceitos-chave: Feminismos africanos, feminismo negro, identidade, feminismo popular, feminismo ocidental<\/p>\n","protected":false},"author":32,"featured_media":0,"template":"","congreso":[92],"class_list":["post-3696","panel","type-panel","status-publish","hentry","congreso-ciea12-pt-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3696","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel"}],"about":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/panel"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/32"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3696\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5549,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/panel\/3696\/revisions\/5549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"congreso","embeddable":true,"href":"https:\/\/redestudiosafricanos.org\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/congreso?post=3696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}